vou andando na prancha.
vou me sentindo um gota.
fico submersa no fundo escuro e sujo do cais.
flutuo nas mais límpidas águas de maretórios astrais.
imersa no imenso eu.
submersa no imenso mar.
eu deito e fico até subir ao céu.
mas basta um pequeno vento pra um grande movimento.
uma coisinha aqui que é um tsunami lá.
uma coisinha aqui que é um tsunami lá.
corrente, me joga pra fora do profundo.
então caí na real com tudo:
cotovelos e joelhos ralados na areia.
cotovelos e joelhos ralados na areia.
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