Silêncio, logo existo

Quando a voz ecoa menos
nos dias abençoados de clima ameno,
a alma ecoa mais;
vai do caos ao cais

Executa os verbos da ordem natural:
venta e se discorre em temporal,
se dissolve em cores comestíveis,
e em devaneios perecíveis,
retira do coração todas as adagas,
e encontra a psiquê, e a indaga.

Tamanho é o dilatar
que o melhor é se deleitar;
o maior sabor é o da existência
de cada alma e sua consciência
cheira como o orvalho da hora mais fresca da manhã,
tem gosto de suco de goiaba com hortelã,
e de todas as outras coisas mais.

[Meados de 2013]

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