memórias do rio de janeiro I

quando estava chegando na cidade maravilhosa, cheguei por um lado não tão maravilhoso assim. fui arrebatada por uma emoção indefinida, acompanhada do choro na porta. aquele misto de alegria e aperto no peito que chico cantou em gente humilde. via aquele monte de moradias apinhocadas, com pixos de todo tipo, transpassadas por fiações perigosas. muita gente, muitos veículos, muita sujeira. e muitos sorrisos.

depois, andávamos a pé cortando quarteirões na curicica, que é bem mais bonita e limpa e tudo mais. bairro de gente simples também, mas com melhores condições do que os bairros que vi quando cheguei. sempre adorei nomes bonitos de ruas, boto reparo. rua isis, rua ícaro, rua da bondade, rua da consagração, que tinha um terreiro às claras. sem esconder. 

dobramos algumas quadras. alguém tocava gente humilde num teclado. alguém numa daquelas casas simples com cadeiras nas calçadas, com varanda, flores tristes e baldias. como a alegria que não tem onde encostar.

que vontade de chorar. 

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