kari oka

tem uma coisa que está além do atabaque
do surdo, do tamborim, dos motores, dos tiquetaques
dessa cidade tão cheia de sonidos.
uma coisa que está além do sotaque,
o qual estou longe achar bonito.
uma coisa que dá um outro sentido
que converge muito com a paisagem.
uma coisa que que dá um tom sustenido,
arrasta certa camaradagem
misturada com certa malandragem,
e essas duas se fundem e difundem essa coisa.
uma coisa que está além do léxico
que tem um quê de complexo
indescritível, inenarrável.
uma coisa que tento sintetizar como
visceralidade.


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