mais uma empírica

quando a água bate no meu peito
me dá um sublime desespero
por tamanha harmonia com o Universo,
tamanha familiaridade.

depois me dá súbito aperto
e uma vontade de me entregar para a correnteza,
pois parece minha essa natureza.

porque às vezes estar em pé não basta,
às vezes dar pé não basta.
e são tantas braçadas
tantos mergulhos
pedras escorregadias
peixes ornamentais
peixes carnívoros
sapos e botos
fendas estreitas
quedas e transbordamentos

parece que não vou dar conta.
me entrego, me afogo.
pois eu mesma me salvo.

e pulo de novo,
de ponta.

a riqueza do vocabulário versus a falta do verbo

mais do que qualquer outra coisa é meu apreço pelas palavras que me faz escrever a vontade de ter um grande léxico de palavras inesquec...