na minha horta chove ácido

à primeira lida, parece

mas não é

e não, porque nem sempre

então.
o que chove na minha horta
muitas vezes me corrói
entope minha aorta
com tanta coisa não dita
e me infarta.
arruína minhas ervas,
noutrora tão fartas
me deixando austera.

então,
às vezes quero fazer chover
outros tipos de ácido, de transcender;
lisérgicos, psilocibinas,
para que todas as coisas não ditas,
não realizadas, não repartidas
possam se transformar
em alucinações
mirações
e arte.

livramentos

me perco nas palavras bonitas nas frases bem ditas das linhas benditas que são escritas em livros de todos os tempos logo, me perco no ...