introspecção

de noite,
gosto de invocar o caos interno.
ainda mais em época que se aproxima o inverno,
pois o vento vem mais frio e forte,
e o vento é o que me da o norte;
me atenta para o verdadeiro e,
eventualmente, cruel.

depois,
deito o meu corpo na cama
e sou um vulcão em chamas;
um calor e coração acelerado,
mas em volta tudo está tão gelado,
que me cubro e entro num casulo
e a cabeça começa a encher.

depois,
de imaginar mil estórias diferentes
com mil pessoas e situações diferentes,
depois de tanto pensar a respeito
de qualquer coisa em tão pouco tempo,
não consigo mais discernir o sonho que chega
daquilo que criei consciente.

da transmutação do tudo em nada ou do nada em tudo

quanto mais ando mais quero andar quanto mais sei mais quero saber mas quanto menos quero melhor estou quanto menos almejo ...