Síntese II

(Morning Sun - Edward Hopper)


Mais uma vez,
passo a noite em claro
numa imersão de pensamentos,
em parte platônicos e desnecessários

mais uma vez,
pondero as coisas que falo
nas sequências dos acontecimentos,
e guardo metade para meu auto-confessionário

mais uma vez,
acompanho a variância das cores
e, ao abrir o portão da casa que nem minha é,
de um dia que chega em silêncio

e mais uma vez,
a gama é tão detalhada e extensa
que equivalem toda a noite que passou densa
me dá uma paz estranha

antes, cada vez mais sintética
agora não,
agora sintoniza e sintetiza
dá leveza.

apesar do tempo vigente,
meus olhos ganharam um céu gradiente,
lembrei que no inverno teremos amoras
e também teremos geleia das mesmas

e a manhã mereceu café com chantilly e cigarro
acompanhados de um livro e caderno de versos improvisado
na mesa de fora da clássica padaria da praça central.

livramentos

me perco nas palavras bonitas nas frases bem ditas das linhas benditas que são escritas em livros de todos os tempos logo, me perco no ...