Achados e Perdidos da Faxina



( por Pierre Mornet) 


Para todo o pessoal que tira a botina. 
Nessa semana, o tempo passa diferente
enquanto conhecemos rostos e gostos diferentes
enquanto nos reconhecemos diferentes
enquanto investimos em caminhos diferentes.

Entre a rua dos Correios, e as do calçadão,
andei cruzando receios com o meu coração.
Entre praças escondidas no nada,
em algumas noites geladas,
nós ficamos presos em cada minuto,
prensados pela gravidade no firmamento,
sentindo em todos os sentidos,
a eternidade de cada palavra, de cada momento.

A gente se prende, se perde, se guarda.
e as coisas que acontecem a gente guarda.
e às vezes, a gente admira de fora, resguarda,
às vezes admira por dentro, interpreta, personifica
às vezes derrete, e às vezes petrifica
e às vezes esquece, mas o que importa fica.


da transmutação do tudo em nada ou do nada em tudo

quanto mais ando mais quero andar quanto mais sei mais quero saber mas quanto menos quero melhor estou quanto menos almejo ...