Poema do Se Eu Morresse Amanhã

Se eu morrer amanhã, morri feliz, satisfeita, completa.
Morri cheia, não cabendo dentro de mim, repleta.
fui cantando as músicas de sempre
fui chorando o falso para sempre
fui assustada, de repente
mas contente

Fui embora tendo amigos de verdade, mas de verdade
fui ainda com algumas muitas vontades
mas o que eu pude fazer até aqui, fiz
o que deu para ser refeito, refiz
fui sem deixar nenhum refil
só vaga lembrança de perfil

fui desenhando nas paredes do céu estelar
fui escrevendo palavras que alguém há de lembrar
fui dançando conforme o som da brisa
esfarelando num outro lado que se concretiza
dançando daquele mesmo jeito
rindo daquele mesmo jeito
sonhando daquele mesmo jeito
tentando, temendo, tinindo
sendo isto, do mesmo jeito.

Um comentário:

  1. Lindo mesmo... profundo e conflitante, como alguem tão jovem é tão denso... gostei

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da transmutação do tudo em nada ou do nada em tudo

quanto mais ando mais quero andar quanto mais sei mais quero saber mas quanto menos quero melhor estou quanto menos almejo ...