Agora eu era herói




Quando eu andava me equilibrando pelo meio-fio
Quando acordava mais cedo e reclamava do frio
Quando eu maravilhava um Jan Olav de suéter verde
e esperava pacientemente que meu ipê crescesse
e olhava para o céu afim de me encontrar lá em cima
e via no meu anel de pedra transparente uma nuvem refletida
e espiava quem se apaixonava platonicamente
e sempre tentava estar sã dessa maneira demente
demente que mente
pra si mesmo
sempre



da transmutação do tudo em nada ou do nada em tudo

quanto mais ando mais quero andar quanto mais sei mais quero saber mas quanto menos quero melhor estou quanto menos almejo ...