Ana Raquel

Ana Raquel, Ana em Raquel
merece uma rima menos clichê que o céu

Quais seriam as favoritas no seu armário
e de que colina será que ela veio
e porque apareceu no meu sonho

O que será que guarda no seu relicário
e que músicas embalam seus devaneios
eu penso e me questiono

Ana Raquel, Raquel na Ana,
nas suas palavras, aprendiz de ser humana

Quantas verdades estão salvas nas íris dos olhos castanhos
Quantas palavras e ideias côncavas e convexas que eu ganho

Será que gostaria dos discos do Nouvelle Vague
e qual seria a cor favorita de esmalte

Ana Raquel, Ana ou Raquel,
preciso de uma rima menos óbvia que o mel

Nas suas cartas e postais, qual seria a caligrafia
e em qual horário e em qual xícara toma seu café
e qual o pré-requisito que a faz poetizar

e que tipo de coisa será que ela nunca faria
e em que tipo de coisa ela coloca a sua fé
e em que tipo de lugar ela quer morar

Ana Raquel, Raquel e Ana,
dou-te apenas umas rimas baratas.
dolce é a vita mesmo sem rimar com nada.

Um comentário:

  1. indescritível é o sentimento de surpresa e alegria que me invade... li isso na madrugada ( a eterna amiga madrugada) e confesso, fiquei sem verbos para te agradecer....
    são questões que ainda pergunto a mim, e que estão (acredite) me ajudando a me conhecer,rs.
    Quero tentar, não sei se consigo, responder a todas, no dia do café, e te dar um abraço poético em gratidão a estes versos....

    MUITO OBRIGADA!

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