Uma Semana

Uma semana para organizar os devaneios e deitar na minha cama sem receio. Escutei discursos vermelhos e azuis, olhei para espada e a cruz, pensei sobre o kafkiano, o marxista e o nietzscheano pessimista...

Não me cobre entusiasmo, nem se assuste com o espasmo,  não olhe para baixo que é pior, coloque o Morrison Hotel, dos Doors. Não reclame desse frio, me ajuda com esse fio, eu fiz mais desenhos na parede e ainda não matei a sede.

Preciso perder essa mania, de achar que o Universo tem resposta, de pensar que dúvidas são de valia e de enxergar o céu na poça. Como saber que olho para cima se eu posso estar de ponta-cabeça? Como saber quem pode ter e quem o mereça?

No fim, só existirão as interrogações. Não haverão revogações. O mundo não acabará, só a humanidade que não existirá. Penso em quem herdará meus discos, se haverão os mesmos vícios, no que fazem as pessoas que já se foram, o que fazem para impedir que os outros morram.

Uma semana para entender que um clichê, de se privar do por quê, porque depois não tem mais nada, só o rastro que será apagado da estrada.


da transmutação do tudo em nada ou do nada em tudo

quanto mais ando mais quero andar quanto mais sei mais quero saber mas quanto menos quero melhor estou quanto menos almejo ...