Pai,

que coloca no mundo
a desobediência em pessoa
que prefere o perigo da proa

tal que deveria ser um exemplo de coragem
mas que esconde um poço de covardia
no fundo do quintal

que vive aos tropeços,
que quebra suas coisas favoritas
que contraria por mais que repitas
por contrariar.

por favor, perdoa essa cética,
que não sabe onde estar.

essa que se salva na tal licença poética
que nem sempre pretende rimar
mas que preza sorrir

Amém

da transmutação do tudo em nada ou do nada em tudo

quanto mais ando mais quero andar quanto mais sei mais quero saber mas quanto menos quero melhor estou quanto menos almejo ...