Agora que foi antes


Agora, o vento nas árvores de fora da escola
pensando no Egito e em Roma,
sentada na parede num êxtase côma
Tentando rimar o que lhe surge depois do desenho
pensando no que escrever na resenha,

agora um vento gelado nos pés
uma vontade de deitar
olhos fechados e suspirar

Acelerar aquele relógio gigante
ou então, derretê-lo
mas alguém dalí, do outro continento
já haveria feito.

Nem a Música já não está
minutos eternos que já vão acabar.
Agora só a voz do vento
um balanço de cortinas,
umas vozes distantes
e sono constante.

Não corrija os contradizentes
pois é no contraste que se encontram.
Se não morremos nessa miscelânea
que vem de forma instantânea,
é porque as ideias que contrastam
não enlouqueceram o suficiente a ponto de matar
e nem vão em vão

stellium em câncer

sol, lua, marte, mercúrio maria bethânia que perfeição